partir de 1º de julho de 2025, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sofreu uma nova redução, parte do plano do Brasil para se adequar às normas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Se você faz operações em moeda estrangeira, como compras internacionais, investimentos no exterior ou remessas, talvez já tenha sentido alguma diferença no valor final.
Mas afinal… o que exatamente mudou? E o que continua pesando no bolso?
O que é o IOF?
O IOF é o imposto cobrado sobre operações de:
· Crédito (empréstimos, financiamentos etc.);
· Câmbio (compra e venda de moeda estrangeira);
· Seguros;
· Títulos e valores mobiliários.
Ele tem uma função regulatória, ajudando o governo a controlar o mercado financeiro, e também é uma importante fonte de arrecadação.
O que mudou no IOF?
Desde 2022, o governo brasileiro iniciou um plano gradual para zerar o IOF nas operações de câmbio até 2029, conforme compromisso com a OCDE.
A partir de julho de 2025, mais uma etapa foi cumprida:
A alíquota do IOF sobre operações de câmbio caiu de 1,10% para 0,80%
Essa redução vale para operações como:
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Compra de moeda estrangeira;
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Envio de dinheiro ao exterior;
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Importação de serviços;
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Pagamentos internacionais com cartão.
Mas eu vou sentir isso no bolso?
A resposta é: depende.
Se você faz remessas regulares para o exterior (como investimentos ou manutenção de dependentes), a redução já pode gerar uma economia considerável.
Mas se você usa cartão de crédito internacional com frequência, atenção:
Apesar da queda no IOF, as taxas de conversão, tarifas bancárias e variação cambial ainda impactam (e muito!) o valor final.
Ou seja, o imposto reduziu, mas o “peso” no bolso continua dependendo de muitos outros fatores além da alíquota do IOF.
E o que não mudou?
· O IOF sobre operações de crédito (empréstimos, financiamentos) continua o mesmo;
· Compras parceladas e uso do cheque especial também seguem com IOF vigente;
· Ainda há incidência de tributação complementar, como o IR em alguns casos;
Como se planejar?
Com a mudança no IOF, é hora de:
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Avaliar a viabilidade de investimentos ou pagamentos no exterior;
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Rever custos bancários e comparar alternativas de envio de dinheiro;
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Manter-se informado sobre as próximas etapas da reforma.
E, claro:
Tenha um contador de confiança ao seu lado para orientar e ajudar a economizar de forma legal e estratégica.
Conclusão
A redução do IOF é um passo importante na integração do Brasil ao mercado internacional e pode beneficiar muitas operações.
Mas, na prática, o impacto no seu bolso só será percebido com um bom planejamento financeiro.
Você já sentiu a diferença?
Se ainda não, talvez esteja na hora de revisar suas estratégias e conversar com quem entende do assunto.
Conte com a gente para isso!
